Cap.58O Labirinto de Linho e LuxúriaPOv atila.Eu sempre me orgulhei do meu autocontrole. Como terapeuta, fui treinado para ser uma rocha; como um Corvo, fui forjado para ser gelo e conseguir selar os monstros que não devem ser soltos dentro de mim. Mas ali, naquela cozinha, com a iluminação indireta acentuando cada curva de Katleia sob a minha própria camisa, eu sentia que minha fundação estava ruindo. O mármore da bancada estava frio, mas o calor que emanava dela era capaz de derreter glaciares.Ela estava sentada na mesa, as pernas balançando suavemente, e suas mãos, pequenas, delicadas e agora perigosamente ousadas, subiram para o meu rosto. Seus dedos traçaram a linha da minha mandíbula com uma reverência que me fez fechar os olhos por um segundo.— Você é tão lindo, Átila... — ela sussurrou. A voz estava um pouco mais arrastada, a cadência alterada pelo vinho, mas os olhos... os olhos estavam focados em mim com uma intensidade que eu nunca tinha visto. — Faz eu pensa
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