Autora NarrandoA favela no Rio de Janeiro amanheceu com mais uma manchete pesada:um corpo havia sido encontrado dentro de um pneu, e, segundo a polícia, ninguém conseguiria subir lá para buscar o morto.Pablo, o boladão, interditou a entrada.— Tá escutando, Tales? — Pablo sorriu, satisfeito como se tivesse recebido um prêmio. — Música para meus ouvidos.Ele bebia, fumava e observava o corpo de Galego, reduzido praticamente ao pó.— Como eu deixei uma mulher me enganar desse jeito? — lamentava Tales.— Buceta, tio. — Pablo riu, debochado. — Tu vacilou bonito. Nem vou te dar sermão, que tu não é criança. Essa vai passar batido… mas na próxima tu já sabe o proceder.— Se as mina não tivessem matado ela, eu mesmo acabava. E agora minha ruiva nem vai olhar na minha cara… — Tales andava de um lado pro outro, enquanto Pablo jogava cachaça no cadáver.— Te vira. — Pablo respondeu, seco.Quando Júlia e Melinda subiram pra boca, foi grito na certa:— Morte bem merecida! Aquele demônio destru
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