—Anda logo, levanta! Rafael ficou imóvel, com os olhos em mim, esperando minha decisão. Meu corpo tremia, mas minha mente por um milagre, ficou fria, se eu negar, aí se eu negar Olhei para ele, para o homem que dizia ser o Enzo… o mesmo que agora segurava a arma com calma de quem se sente dono de tudo. Respirei fundo e dei um passo à frente. — Enzo… — murmurei, com a voz baixa. — Eu… eu não sei o que aconteceu comigo. Ele me fitou, surpreso por um instante, antes de deixar escapar um meio sorriso. — Você não tem culpa, meu amor. Ele confundiu você, e é exatamente o que ele faz. — aproximou-se mais, tocando meu rosto com a ponta dos dedos. — Mas eu estou aqui agora. Tudo vai ficar bem. Por dentro, eu gritava, ele só pode estar brincando se acha que sou muito burra a ponto de confundi-los, mas Por fora, permaneci imóvel. — Vamos pra casa, sim? — sussurrei. — Eu quero esquecer isso… Rafael deu um meio passo à frente, incrédulo, para tentar me impedir, eu o encarei r
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