Depois de um tempo esperando, o hospital parece giraresse cheiro de éter e produtos de limpeza, que antes me era tão familiar e confortável nos tempos de plantão, agora me sufocam a cada respiração, mas talvez seja só o peso de cada erro cometido na última semana. — Christine! Onde ela está?! — Gritei na recepção, batendo com as mãos no balcão, assim que me informaram que ela já tinha saído das urgências, enquanto Rafael, meu assistente, segurava meu ombro tentando me manter focado, mas eu mal conseguia respirar. — Enzo? — Uma voz conhecida ecoou pelo corredor Virei e vi Saul, que ainda usava o jaleco azul da emergência, o mesmo que usávamos juntos antes de eu pedir licença para tentar salvar o que restava da minha sanidade, então corri até ele, ignorando a fisgada nos meus pontos. — Saul, pelo amor de Deus, me diz que ela está bem... Me diz que o meu filho está bem! Saul colocou as mãos nos meus ombros, me estabilizando, com aquele olhar de quem já viu mil mortes, mas sentia c
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