Enzo levantou e deu um passo brusco na minha direção, e por um instante achei que ele realmente fosse me atingir, tanto que parece que ar pareceu diminuir na sala.Meu corpo tremeu, mas fiquei firme, encarando-o mesmo de frente.— Vai fazer o quê agora, Enzo? — perguntei e quase que a voz sai trêmula, mas me manti firme, porque não podia deixar ele me intimidar — Vai me bater? Vai resolver tudo com a força, como da última vez?Ele parou, respirando com dificuldade e apontou o dedo para mim— Christine, para com isso… — murmurou, como se implorasse a ele mesmo por controle, mas como se eu fosse uma judoca em ascensão, avancei um passo, o encarando de perto.— Então faz! — gritei. — Faz o que quiser! Me bate, me empurra, me cala, se é isso que te faz se sentir homem!Ele ficou imóvel, com a mandíbula travada, e o peito subindo e descendo rápidoDepois, desviou o olhar, cerrando os punhos e se virou— Sai daqui — disse, por fim, com a voz baixa— Não — respondi. — Não antes de você olhar
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