POV AmaraA madrugada passou arrastada.bDominic dorme no quarto ao lado, ou finge dormir. Eu não sei.Desde que ele chegou, bêbado, arrasado, confessando que contou a Beatriz… o ar nesse apartamento pesa como chumbo.Passei a noite em claro, sentada no sofá, observando as luzes da cidade pelas janelas imensas. Cada farol que passa lá embaixo me parece um aviso: você precisa agir, agora.Mas como? Como se enfrenta uma mulher como Beatriz Argento?A lembrança da expressão dela na casa de Killian me atravessa: o olhar afiado, o controle perfeito de cada palavra. O tipo de mulher que não perdoa.bQue destrói primeiro, pergunta depois.Eu passo a mão sobre a barriga, o gesto que virou hábito, consolo e medo. O bebê se mexe levemente, como se sentisse a inquietação da mãe.— Eu sei… — sussurro, baixinho. — A gente vai ficar bem. Eu prometo.Levanto do sofá antes que o peso das promessas me esmague. O relógio marca pouco mais de seis da manhã. A claridade tímida invade o apartamento, dourando
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