YanaUma fúria que eu nem sabia que possuía subiu pela minha garganta, alimentada por um gatilho antigo que aquela cena acabara de disparar na minha mente. A violência gratuita, o homem forte esmagando o mais fraco por puro capricho.Ajoelhei-me na calçada fria, ignorando a ordem dele. Puxei um lenço de pano da minha bolsa e o pressionei contra o nariz de Davi, que gemia de dor, desnorteado.— Ei, olha para mim, Davi. Fica calmo. Vai ficar tudo bem — eu dizia, a voz trêmula, enquanto limpava o sangue que escorria pelo queixo dele.Ergui os olhos para Brandon. Ele continuava parado ali, com os punhos cerrados, respirando de forma ofegante, parecendo uma estátua sombria contra a luz da cidade.— Você é um monstro, Brandon. Um monstro covarde — balancei a cabeça, as lágrimas de raiva finalmente borrando a minha visão. — Vá embora. Some da minha frente.Ajudei Davi a se levantar, apoiando o braço dele sobre o meu ombro. Brandon deu meio passo à frente, os lábios entreabertos como se fosse
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