YanaNos dias seguintes, quando saíamos para jantar, eu via como as pessoas nos olhavam. O Brandon exalava poder, e eu estava ao seu lado, toda coberta de calça e casaco leve em pleno verão, tentando me esconder do julgamento das mulheres sofisticadas ao redor. Aquilo doía. Cada olhar torto parecia confirmar que eu era um estorvo recatado.Mas foi no ápice dessa dor, enquanto olhava pela parede de vidro da mansão para as mulheres livres na praia, que algo dentro de mim finalmente se rompeu. Uma exaustão mortal de ser refém do medo tomou conta do meu peito. Eu cansei de ver os meus traumas vencerem. Se eu quisesse o Brandon, se eu quisesse a vida que merecia, eu precisava parar de pedir licença para existir. A viagem seria o meu ponto de ruptura.Naquela mesma noite, a Yana, assustada, começou a morrer para dar lugar à mulher que eu desejava ser.Brandon estava na varanda da frente, de costas para a casa, observando o mar escuro sob a luz da lua, segurando um copo de uísque. Eu tomei co
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