LiamJulie não calava a boca desde que acordou. Corria pelo corredor com os pés pequenos batendo contra o chão de madeira, rindo alto, como se não houvesse um peso negro pairando sobre essa casa. Um contraste quase irritante, mas ao mesmo tempo… eu precisava desse som. Era a única prova viva de que ainda havia algo de puro por perto.Quando bati os olhos na porta, vi a silhueta de uma mulher. Jovem, bonita demais para o título de madrinha. Cabelos presos em um coque malfeito, boca carnuda e olhos tão azuis quanto vidro sob o sol — Stella sempre foi bonita, mas a arrogância sempre a deixou indesejável. Mas havia dureza em cada traço dela. O tipo de pessoa que carrega mágoa na pele, e não se incomoda em cuspir acidez a cada palavra.— Julie, querida, venha cá! — a voz dela era doce apenas para a menina. Para mim, vinha carregada de julgamento. Afinal, nunca nos damos bem, nem mesmo quando Ana ainda estava viva. Ele sempre acobertou a Ana, por isso são tão semelhantes. Stella entrou com
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