NARRAÇÃO: DIANAA madrugada reinava absoluta do lado de fora. O céu estava carregado e escuro, como se toda a região segurasse a respiração, antecipando o perigo que se escondia nas sombras. Dentro do quarto, a penumbra era quebrada apenas por um feixe fraco de luz que atravessava a janela, mas dentro de mim, tudo era clareza e alerta máximo. Minha mente não descansava, percorrendo cada detalhe do nosso plano, calculando cada risco e prevendo cada possível falha.Sentei-me na beirada da cama, envolta apenas pelo lençol que retinha o calor dos nossos corpos. Em poucos segundos, senti o toque suave e familiar de Gabriela, que se aproximou e se sentou ao meu lado. Sua presença era como uma âncora, e pela primeira vez, eu compreendia o quanto ela realmente sabia sobre mim.Abaixei a voz para um sussurro grave, carregado da verdade crua que poucos têm coragem de encarar.— Ele não tem o controle do cartel, Gabi — comecei, olhando fixamente para a escuridão à nossa frente. — E dominar a com
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