NARRAÇÃO: GABRIELA
A madrugada chegava ao fim, mas a escuridão na favela parecia se recusar a dar espaço para o dia. O céu estava carregado de nuvens espessas que bloqueavam a luz da lua e das estrelas, transformando a trilha em um túnel de sombras onde só se via o que estava a poucos metros de distância. O ar era úmido, carregado do cheiro intenso de terra molhada e folhas podres, e cada respiração parecia pesar nos pulmões.
Seguíamos apenas nós duas, pisando com uma cautela extrema. Diana ia