GABRIELA narrando...
Eu já carregava aquela imagem gravada na memória, como uma cicatriz que nunca fecha, mas ver a cena diante dos meus olhos novamente fazia a realidade ser ainda mais cruel. O ar fresco da manhã, que normalmente trazia leveza, agora estava impregnado de um cheiro forte de pólvora, poeira e ferro — o cheiro inconfundível do sangue.
Os gritos não eram apenas sons, pareciam lâminas invisíveis cortando o ambiente. Mães corriam com os pés descalços feridos pelas pedras ásperas, se