LorenaO peso de Theo sobre o meu ombro era delicioso, e não era pelo porte físico dele, embora ele fosse inegavelmente um homem bonito. Era o peso do sobrenome Ferraz, finalmente caindo exatamente onde Viviane e eu havíamos planejado: nas minhas mãos.No elevador espelhado, observei meu reflexo enquanto as portas se fechavam lentamente. Eu estava impecável. O vestido azul-marinho, escolhido a dedo por Viviane, abraçava minhas curvas com a precisão de uma luva. O batom vermelho, a "cor de poder", ela chamou, ainda intacto, sem um único borrão. Meus olhos castanhos brilhavam com a adrenalina da caça, um brilho que nem o melhor dos maquiadores poderia reproduzir.Ao meu lado, apoiado pesadamente contra mim, estava o grande Theo Ferraz.O homem que a "santinha" da Clara achava que tinha domado, que acreditava ter se transformado em um parceiro dedicado e presente, agora parecia um boneco de pano. Seu olhar estava perdido no vazio, as pálpebras pesadas lutando contra uma força invisível.
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