21. A proposta russa
(Dante)O som de batidas urgentes ecoou pelo quarto, despertando-me de um sono pesado. O céu lá fora ainda carregava tons azulados do amanhecer, e o quarto estava mergulhado em penumbra. Alina dormia profundamente ao meu lado, os cabelos espalhados pelo travesseiro, a respiração lenta, calma, os lábios entreabertos. Ainda nua sob o lençol amarrotado, ela parecia intocável, serena demais para o caos que aconteceria a seguir.Meus músculos ainda estavam relaxados da noite anterior, mas bastou mais uma batida insistente para minha mente entrar em alerta. Levantei devagar, pegando a calça de flanela azul jogada ao pé da cama e vestindo-a rapidamente. Cruzei o quarto e abri a porta com discrição.Do outro lado, Rosete, me aguardava com o rosto tenso, os olhos atentos.- Senhor Dante - disse, em voz baixa -, temos um problema. Homens, russos. Armados. Estão na entrada. Estão dizendo coisas desconexas, incoerentes... e nossos homens estão com as armas apontadas para eles.Senti meu sangue ge
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