Haven era maior do que Aria tinha imaginado na primeira vista. Conforme Talon os guiou pela clareira, ela percebeu que o acampamento se estendia além do que era visível — tendas escondidas entre árvores, estruturas de madeira camufladas nas encostas rochosas, até pequenas cavernas transformadas em armazéns ou abrigos. Era um labirinto orgânico, construído para se misturar com a floresta, quase invisível aos olhos destreinados. E havia mais híbridos do que ela esperava. Talvez cinquenta. Talvez mais. Difícil contar quando metade estava nas sombras, observando os recém-chegados com olhos que brilhavam em dourado, âmbar, verde. Felinos, caninos, alguns que ela não conseguia identificar de imediato. Todos humanos na aparência, mas carregando algo nos movimentos, na postura, que denunciava sua natureza. Todos olhando para ela. A humana. Aria forçou-se a não desviar o olhar, mesmo que cada instinto gritasse para se fazer pequena, invisível. Ela manteve a coluna reta, o queixo erg
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