Respirei fundo e engoli qualquer traço de emoção que pudesse transparecer. Não queria que Yanek percebesse o que eu sentia sobre aquilo. Eu não tinha o direito de exigir nada. Não podia ter ciúmes. Não podia querer exclusividade. Então, segui em frente. Yanek me puxou para si novamente, seu corpo quente e firme contra o meu. Ele me conduziu com a mesma intensidade de sempre, cada movimento seguro e dominante, mas seus olhos… não estavam em mim. Ele olhava para a mulher nua na poltrona à frente. Tentei ignorar. Tentei focar nas sensações, no calor, no modo como o corpo dele fazia o meu reagir quase automaticamente. Mas a cada segundo que passava, algo dentro de mim se quebrava um pouco mais. Quando atingi o clímax, meu corpo se rendeu às sensações que ele despertava, mas, ao fechar os olhos, senti lágrimas se acumularem nos meus cílios. Ninguém percebeu. Ou pelo menos, Yanek não percebeu. Quando tudo terminou, ele saiu da cama e foi para o banho, como sempre. A outra mulher se v
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