KieranO vínculo com Melissa não se rompe de uma vez. Ele afina. Como um fio esticado demais, prestes a arrebentar. A presença dela, que sempre esteve ali, quente, viva, pulsando junto com a minha, começa a se afastar.E então sinto algo pior. O bebê. O calor pequeno, constante, que eu já reconhecia mesmo sem saber explicar… também enfraquece.Meu corpo reage antes da mente. Dou um passo à frente, depois outro, até estar diante do portão do templo. Não penso. Não calculo. Só ajo.— MELISSA! — grito.Nada. Fenrir se ergue dentro de mim como um terremoto.— “Ela está sumindo.”O portão de mármore prateado não foi feito para ceder. Ele carrega séculos de devoção, magia, promessas feitas a deuses que não costumam aceitar não como resposta.Mesmo assim, enfio as mãos na fresta. O mármore queima a pele. O cheiro de magia antiga invade meus pulmões. Meus músculos gritam.Eu puxo. O portão se parte com um estrondo seco, rachando como pedra comum.Os guardiões do templo surgem imediatamente. Ve
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