458. Ele sequer se dava conta
Gabrielle Goldman Minha mente demorou a acompanhar a lógica distorcida dele, como se precisasse de tempo para aceitar que aquilo… aquilo era real. Porque, desde o instante em que senti os braços dele ao meu redor, tudo dentro de mim havia travado. Não havia intenção, não havia estratégia. Só havia um colapso silencioso, minha mente se apagando, meu corpo cedendo, mole, instável, incapaz até mesmo de lembrar como se respirava direito. — Eu não estou te provocando — murmurei, a voz falhando enquanto tentava me soltar. A tentativa foi inútil. — Então pare de esfregar essa bunda em mim — retrucou, a voz mais grave, mais carregada, vibrando perto demais. Meu estômago revirou. Não era isso. Não era nem perto disso. Eu estava tentando escapar. Cada movimento meu era esforço, era resistência, era rejeição. Mas, para ele, tudo era distorcido. Tudo virava outra coisa. Como se qualquer gesto meu fosse automaticamente traduzido em desejo. Como se, na mente dele, eu não ti
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