449. Meu laboratório
Gabrielle GoldmanQuando projetei aquela sala, eu era uma pessoa completamente diferente da que sou agora. Ou talvez seja mais honesto admitir que eu nem sei ao certo no que me tornei desde então. Naquela época, eu caminhava pelo mundo com a arrogância típica de quem acredita que o universo lhe deve algo. Havia uma certeza arrogante dentro de mim, profundamente enraizada, de que tudo se resumia a preto e branco, certo e errado, vitória ou derrota. E, sobretudo, havia a convicção infantil de que qualquer pessoa que ousasse me desafiar pagaria caro por isso. Eu esmagaria qualquer um que cruzasse o meu caminho, pisaria até não sobrar nada além de silêncio. Foi nesse espírito que imaginei aquele porão transformado em algo mais do que um simples espaço de trabalho.Para todos os efeitos oficiais, ele serviria como uma sala de experimentação, um laboratório onde eu poderia construir maquetes e protótipos para os projetos da universidade. Mas, nos cantos mais obscuros da minha mente, ele sem
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