457. Déjà Vu
Gabrielle Goldman
Meus dedos doíam com a força com que eu os pressionava contra a palma da mão, as unhas cravando na pele como se aquilo fosse suficiente para me manter ancorada ali, naquele instante, sem me despedaçar. Meu maxilar latejava, rígido, travado pela tensão constante de manter os dentes cerrados, como se qualquer relaxamento fosse o bastante para deixar escapar algo que eu não podia permitir. Já havia se tornado um hábito — a dor, o controle, a contenção. Assim como a dor de ca