454. Como se nada tivesse acontecido
Gabrielle Goldman
Não que eu me sentisse confortável estando diante daquela pessoa — a realidade estava muito longe dessa utopia cuidadosamente construída —, mas o simples fato de estarmos ali, sentados à mesma mesa, sem nenhuma arma apontada para mim ou para qualquer um que eu amava, já era o suficiente para permitir que eu respirasse sem a sensação constante de que meus pulmões estavam sendo esmagados por mãos invisíveis.
Ainda assim, o ar parecia pesado demais, espesso demais, como se cada i