Mundo ficciónIniciar sesiónExu Sete Capas: O Cavaleiro Negro da Kalunga, conta a história de um dos mais poderosos Exu da Kalunga e sua trajetória. Zayn, após sua morte, passa a vivenciar uma batalha espiritual entre o amor e o ódio. Mas é o ódio que o move agora, embora ele tenha se entregado totalmente ao amor durante muito tempo. Zayn descobrirá outras aventuras em um novo mundo antes desconhecido por ele além do túmulo.
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O Cavaleiro Negro da Kalunga
Ádria Freitas
Dedico este livro ao Exu Treme Terra, ao Orixá Omolu e ao Exu Sete Capas, que permitiu pela minha mediunidade contar sua história, agradeço a permissão da médium Luana Maria que incorpora esse Exu magnífico. É uma honra ser sua mediadora, agradeço também ao meu orixá Oxaguian, por mais essa obra psicografada, sem sua permissão nada poderia ser feito.
Pelo Espírito de Zayn
Nota de Exu
A morte chegou para os teus olhos e os meus olhos sentiram seu desespero. Aflito meu coração disparava feito um tambor; seus olhos fitavam os meus em total cumplicidade, minhas pernas perderam as forças. Quando vi as chamas consumirem seu corpo, seus gritos de dor chegaram aos meus ouvidos como um punhal ao meu coração. Todo meu ser estremeceu de dor e ódio. A penumbra da noite não me deu tanto medo como saber que te perdi.
Calado, angustiado e sem ação fui levado a prisão. No calaboço do submundo fiquei sem vontade de viver. O brilho dos teus olhos ainda estava na minha mente, mas um elemento me fez refletir. O fogo que te consumiu em minutos eu queria dominá-lo.Nas lamúrias profundas do meu ser, todos os meus algoz eu iria destruir. Eu iria cobrar, cada dia, cada mês e cada ano que passei naquela prisão fédida e escura.
Era uma noite chuvosa quando sai da prisão. Velho e acabado fui jogado nas ruas escuras. Andei por muito tempo, mas não sentia nada. Olhava para o céu negro e chuvoso e meu coração começou doer demais. A única coisa que via eram seus olhos de despedida.
Louco de ódio me atirei no precipício. Acordei e meu corpo não doía mais, mas minha alma estava despedaçada. Caminhei a tua procura, depois de muito tempo, só via o fogo, seus olhos se perderam nas minhas lembranças e ficou somente o vazio, a tristeza e a solidão.
Aqui começa minha tragétoria de como me tornei o exu mais poderoso da Kalunga, Exu 7 Capas “O cavaleiro Negro”.
Do mundo parti, mas não fui para o vale dos suicídas, fui direto para as trevas. Pois meu coração se fechou como uma rocha. Nem a escuridão tãopouco o fogo foi capaz de destruí-lo, pois eu já dominava os dois.
Esse nobre cavaleiro era Roberto, filho de um homem muito poderoso. Roberto era um jovem sonhador, elegante e muito amável tanto com os empregados, quanto com todos que o procuravam. Seu pai estava viúvo e se casou novamente com Aída uma linda mulher da corte, o jovem Roberto não aprovou muito o casamento do pai, pois a jovem em questão tinha a mesma idade que ele, sendo muito nova para assumir o papel de madrasta. Roberto já tinha um irmão bastardo chamado Gustavo dois anos mais novo que ele, tal romance levou a mãe de Roberto adoecer e falecer.Mas Roberto era tão benevolente que não culpou o irmão por nascer e o acolheu com muito carinho e respeito, não deixava faltar nada para ele, mas Gustavo era ambicioso e queria ter os mesmos direitos que o filho legítimo.Gustavo se apaixonou perdidamente por Almira noiva de Roberto, faltando poucos meses para o casamento do irmão, Gustavo já havia planejado destruir Roberto. Aída madrasta de Roberto se apaixonou perdidamente pelo enteado e ju
Roberto despertou para sua nova realidade e ficou assustado com aquele lugar horrível, mergulhado na lama, escutava lamentações e choros, não sabia onde estava, mas ficou muito horrorizado, não conseguia se mexer e a culpa o atormentava. Queria poder falar para Almira o quanto sentia muito por tudo que ele fez, sentiu ódio, pavor e arrependimento, não entendia, por que em um instante ele estava indo para a prisão e de repente acordou ali naquele lugar. Será que era uma prisão nova que colocavam ladrões perigosos como ele? Pensava Roberto tentando se manter lúcido. Roberto não sabia quanto tempo estava naquele lugar, esqueceu quem era de fato e porque estava ali. De repente lembrou de Almira e seus lindos olhos verdes, pediu a Deus que lhe perdoasse de todos seus crimes. Em alguns instantes estava em um palácio, um lugar bonito acorrentado foi levado ao trono. - Onde estou? Quem é vocês? - Vejo que está ainda sujo de lama meu caro. - Quem é você?
Jonas chegou no Brasil e ficou em um hotel, pretendia procurar a ex-esposa de Roberto no dia seguinte, as mulheres do hotel reconheceram o campeão de surfe e foi uma confusão no saguão do hotel para pedir autógrafos. Jonas era muito famoso no mundo todo, aprendeu falar português com sua avó que era do Brasil, mas não pretendia procurar a vó ainda, pois tinha várias pendências para resolver antes de ir para casa da avó Lucinda. Lucinda era uma senhora de 70 anos, rica e morava nos jardins de São Paulo em uma casa confortável, cercada de empregados era uma mulher muito generosa, tinha um centro espírita e conduzia-o com fibra e determinação. Sua filha ao saber que a mãe ia abrir um centro espírita, foi embora com o marido e o filho ainda pequeno para o Havaí e nunca mais quis saber da mãe, não permitindo o contato de Jonas com avó. Mas Lucinda acompanhava a carreira do neto a distância e os dois trocavam cartas em segredo desde que Jonas descobriu que era médiu
Domingo ensolarado no Havaí, as ondas era um convite para os surfistas mais experientes, entre eles Jonas um rapaz de vinte oito anos, olhos verdes e cabelos pretos, pele bronzeada e com o corpo atlético, chamava atenção por onde passava de boa família. Jonas estava passando por um momento triste, sua noiva Juliana havia o traído com um homem rico e mais velho Roberto, os dois estavam morando em uma grande mansão. Jonas não se conformava, mas como era espírita se dedicava ao surfe e aos trabalhos no centro. Um exu da casa havia lhe dito que sua vida ia mudar e que ele não deveria mais sofrer por sua ex noiva. Então Jonas seguindo as recomendações do seu Exu de trabalho Treme Terra, tentava a todo custo esquecê-la, mas o casal vivia na praia passeando de mãos dadas. Uma certa tarde Juliana foi sozinha a praia, ficou na beira de uma rocha olhando o mar, Jonas a viu de longe e foi falar com a moça. - Juliana! - Jonas o que faz aqui? - Eu te vi de
Último capítulo