Contos de uma Fada 2 - A Nascente das Montanhas

Contos de uma Fada 2 - A Nascente das MontanhasPT

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Resumo
Índice

Já se passaram alguns meses que Michelle chegou à Lammertia e embora ainda duvidem de sua índole por ser uma híbrida como a fada que dizimou o país há milhares de anos, ela está começando a se adaptar. Infelizmente, em seu passado, há uma pessoa especial    de quem ela gostaria de se despedir: Guilherme. Em suas visões, Guilherme estacionou a vida porque acha que algo ruim aconteceu com Michelle quando ela desapareceu e ela está disposta a fazer de tudo para que o amor de sua vida possa encontrar seu    caminho de volta para ela. - Essa história está publicada em formato físico e faz parte do livro Contos de Uma Fada: A Nascente das Montanhas, publicado pela editora Novo Século em 2012. Se você já leu o exemplar físico, remenda-se que vá direto para Contos de uma Fada: A Princesa Guerreira.

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Capítulo Um: O retorno
Capítulo UmO retornoEstava na floresta, colhendo água para beber. Havia um coelho próximo, pulando entre a área verde e sem árvores que demarcava o entorno do lago. Eu podia ouvir um cavalo, provavelmente Princesa, trotando muito próximo. Na água, o rosto de Guilherme estava onde deveria refletir o meu, sorrindo de um jeito mágico que sabia que ele só reservava a mim.Eu estava feliz. Sorri para a imagem de Guilherme no lago e meneei a cabeça, vendo-a se transformar. Que coisa estranha! Pensei.E, então, a água toda ficou preta e o rosto de Ed se formou no lugar de Guilherme. Senti meu coração disparar, estava em perigo. O que iria fazer agora?Acordei em um salto, sentando-me na cama, só para então berrar de dor com o osso da minha coxa. Com todo o cuidado que pude, voltei a deitar, a res
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Capítulo Dois: A paternidade
Capítulo DoisA paternidade Quando Kieran acordou, eu já estava acordada por horas. Como esperado e sabia que seria por algum tempo, tivera outro pesadelo e não conseguira voltar a dormir. Então deixei-me ficar acordada e vigiar o sonho dele e de Lil, que acordara alguns minutos antes e voara através da janela, mostrando que não pretendia ficar trancada comigo durante a minha recuperação.— Bom dia – Kieran sorriu-me, só para então notar minhas olheiras. – Não dormiu?Achei que não deveria contar-lhe sobre meus pesadelos, então tentei amenizar a situação com uma brincadeira.— Você já se ouviu dormindo? – indaguei.Kieran levantou-se rapidamente, sentando-se e parecendo muito ofendido quando me apontou e soltou um:— Eu não ronco!Gargalhei.&md
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Capítulo Três: O plano
Capítulo TrêsO plano Tharlion partiu no fim de semana seguinte, após alguns dias tentando me conhecer melhor e matar a saudade de Kieran. Kathelynn lhe dera um quarto bem afastado de nós, mas ele passara todas as noites em meu quarto, ao menos até me fazer dormi e, quando partiu, afirmando que já tinha ofendido minha mãe o suficiente para ela odiá-lo pelo resto da eternidade, deixou-me um lenço amarelo, do tom correto de seus olhos, dizendo que esperava que isso me fizesse continuar a dormir bem.O lenço não era tão efetivo quanto sua presença, mas me conectava com ele, permitindo que os pesadelos não atacassem meu sono.Kathelynn não ficou feliz em ser ofuscada pelo carisma de Tharlion, principalmente com a conexão que ele tivera instantaneamente por mim, nem com a adoração de Kieran tinha por ele. Ela tentou se
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Capítulo Quatro: A trindade
Capítulo QuatroA trindade Tinha marcado com Kieran, uma hora a frente, no lago. Ele achou que era mais seguro que visse Guilherme mais cedo e, depois, com a sua companhia, andássemos um pouco pelas árvores. Isso me dava uma margem de tempo para partir sem ele.De todas as recomendações que meu pai fizera, aquela era a única que não estava tentada a seguir.A carta para minha mãe estava em cima da minha cama, com uma linda história de como estava indo para um retiro élfico, no intuito de aprender a controlar o fogo. Tudo balela. Enquanto pegava minha mochila, pronta para sair, sentia o fogo correndo pelo meu sangue, sedento dessa nova aventura.E agora era tudo uma questão de cuidado.Lil estava ali, novamente com uma trouxinha e sabia que dessa vez não poderia dizer que ela estava fora, já que achava que teria conseguido me salvar de
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Capítulo Cinco: O subterfúgio
Capítulo CincoO subterfúgio Cavalgamos de Castelo Alado para dentro da floresta da maneira mais rápida que conseguimos, tentando não chamar muita atenção para os nossos suprimentos e nossas armas.Lorena ficou para trás, já que Princesa e Eniark eram mais rápidos. Corremos até adentrarmos o suficiente na floresta e só então Kieran diminuiu o trote de Eniark, já olhando para trás para ver por onde Lorena encontrava-se. Com um suspiro resignado, revirei os olhos e dei-lhe um tapa na cabeça.— Ei! – reclamou. – Por que você me bateu?Estava zangada pela forma abobalhada com que Kieran olhava para o caminho esperando Lorena aparecer.— Porque você é um idiota!Kieran estava acariciando a área onde o havia estapeado, com um olhar magoado, mas tinha merecido. Ele estava
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Capítulo Seis: A passagem
Capítulo SeisA passagem Lorena me sacudiu antes do sol nascer. Por mais que ainda estivesse questionando sua presença, estava feliz que ela estivesse ali para ajudar. Kieran e eu estávamos esgotados pela magia e a minha noite de sono fora totalmente pesada. Se não fosse por Lorena, talvez perdêssemos a hora.Àquela altura do campeonato, achava indiferente esconder que havíamos acampado ali, mas Lorena insistiu que fizéssemos. Cansada e com o humor ruim, tudo o que eu queria era chegar em Agulha Erudita e ter que parar de me esconder.— Falta pouco – Kieran me prometeu. – São umas três horas. Duas se o cavalo de Lorena aguentar o ritmo.Concordei com a cabeça, não querendo falar nada para não soar ruim, mas a ideia de estar chegando melhorou um pouquinho meu humor e pude me distrair, sem resmungar, escondendo os vestíg
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Capítulo Sete: O auxílio
Capítulo SeteO auxílio Quando começava a achar que estava em casa em Castelo Alado, Alvorada me surpreendia. Nada devia soar mais como casa que ali, não com todo o carinho e atenção que recebíamos. Mesmo antes de cair no sono e antes de me recuperar do susto que fora a ovação pela lança em chamas, já podia perceber.Karmark nos deixou aos cuidados de algumas elfas que pareciam ser as governatas do castelo. Kieran só sabia de querer dormir, então foi embora na frente, em busca do seu antigo quarto, caminho pelo qual segui logo atrás dele, mas com guias mais dispostas a fazer isso.— Rei Tharlion sempre deixou um quarto disponível e arrumado para você – uma delas, a chamada Peren, me relatou. – Nós arrumamos ele ontem, quando soubemos que viria.Era uma elfa alta com um pouco mais de um sécu
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Capítulo Oito: A transição
Capítulo OitoA transição Fui acordada cedo demais para alguém que pouco dormira. E, pior, fui acordada por um Kieran que parecia ter tido uma tarde muito mais animada que a minha.— Está tudo pronto pra sairmos – Kieran disse. Pulou em cima de mim da cama e tentei ignorá-lo colocando o travesseiro em minha cabeça. – Vamos, Mi, só falta você!Queria dormir mais um pouco, mas seria totalmente desagradável da minha parte, todos eles prontos para sair e eu dormindo, então apenas bufei e me sentei, encarando a janela do meu quarto.— Que horas são? – perguntei, encarando o céu escuro lá fora.Se fosse alguma pegadinha de Kieran, iria me pagar por ser idiota.— Ainda falta um bocado pro sol nascer – disse. – Vamos Mi, papai falou pra você vestir um vestido bonito.Me
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Capítulo Nove: O feitiço
Capítulo NoveO feitiço — Aquela ali é a montanha da caverna da transição – Tharlion apontou, me mostrando.Observei a montanha mais próxima à costa dos elfos, a única que parecia ter um pouco de vegetação mais natural. Nós já havíamos alcançado o grupo há algum tempo porque eles tinham parado para comer. Eu passara todo o tempo reservado ao almoço bem quieta e agora que havíamos voltado a cavalgar, tinha certeza que ele só queria me distrair. Kieran já estava ao meu lado, inspecionando a montanha, tal como eu.— Os elfos sempre plantam algo por ali – explicou. – Depois de um tempo, as plantas começaram a vingar e sobreviver sozinhas. Já a montanha do nosso destino... – apontou para a montanha do lado, onde via que o rio surgia do meio dela. – Bom, nad
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Capitulo Dez: A Terra
Capitulo DezA Terra Meu primeiro pensamento ao acordar foi: dormi pela noite toda. O céu estava em no tom rosado do amanhecer quando rolei de barriga para cima para ver o que estava acontecendo.Arrependi-me instantaneamente. Assim que minhas costas se encostaram com a grama no chão, sentei-me em um gemido bastante audível. No segundo seguinte, senti dois pares de mãos, cada um em um lado do meu corpo, posicionados estrategicamente para não me machucar.— Cuidado – foi Kieran que me alertou.Olhei ao meu redor. A montanha estava distante e eu estava de volta à área verde, mas muito próxima do mar. Princesa, Eniark e o cavalo de Tharlion estavam pastando despreocupadamente alguns metros de distância. Não via Flare ou Laila e a carruagem por perto, mas podia ver um barco, alguns passos à frente no mar, amarrado a uma árvore.&mdash
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