ELIZA
— Eu não fiz nada... — tentei murmurar, mas a minha voz sumiu.
— Sei. Pensa que pode me enganar? — ironizou o meu pai, com aquele olhar frio de sempre. — Esta semana você tem que comparecer para ajudar nos preparativos da cerimônia da Deusa. No ano que vem você vai participar dela como iniciante, então tem que ajudar este ano.
— Tá bom, pai — respondi, engolindo a seco.
Não adiantava falar com ele. Tudo o que eu dizia ou fazia sempre estava errado aos seus olhos. Às vezes, eu ac