Naila
Eu não sei o que me deu para ir até a delegacia.
Talvez fosse a raiva, talvez fosse a necessidade de ver com meus próprios olhos que aquilo era real. Que eu finalmente tinha feito algo. Cheguei tremendo, o envelope ainda apertado nas mãos, o corpo todo doendo da cirurgia recente.
Assim que entrei na sala de espera, eu o vi.
Nollan.
Ele andava de um lado para o outro como um animal enjaulado, o cabelo bagunçado, os olhos vermelhos de raiva e desespero. Quando me viu, parou imediatamente.
O