Renata
Fui empurrada para o quarto quase à força.
— Vai. Agora. Ana apontou para o banheiro como se fosse uma ordem militar.
Fechei a porta e encarei meu reflexo no espelho. Os olhos ainda estavam inchados, o rosto cansado, mas ali… ali ainda existia alguém. Soltei o cabelo, deixei a água quente cair sobre mim e, pela primeira vez em dias, tentei não pensar em nada. Nem em Rafael. Nem em escolhas. Só no agora.
Quando saí do banho, a Ana já estava sentada na cama, mexendo nas minhas roupas.
— E