Rafael
A luz do domingo entrava suave pela janela, desenhando faixas claras sobre os lençóis bagunçados. Ela dormia de lado, o rosto parcialmente escondido no travesseiro, o cabelo espalhado de um jeito caótico e bonito demais. Meu braço estava por baixo do corpo dela, e eu não me movi como se qualquer movimento pudesse quebrar aquele instante.
Ela se mexeu primeiro.
Abriu os olhos devagar, confusa por um segundo, até que me encontrou ali, tão perto que nossos narizes quase se tocavam. Sorriu