Rosângela
Olhei para o braço dele apoiado no volante.
Por um instante fiquei observando o jeito cuidadoso com que ele dirigia.
— Anthony… — falei devagar.
— Hum?
— Você não quer que eu dirija?
Ele me olhou rapidamente, confuso.
— Por quê?
— Seu braço… — apontei de leve. — Talvez fosse melhor você evitar um pouco.
Ele soltou um pequeno sorriso.
— Fica tranquila. É aqui pertinho.
Moveu o braço devagar, como se quisesse provar que estava bem.
— Com a fisioterapia eu já consigo mexer bem melhor. A