Rosângela
Vitor nos guiou para dentro, e o cheiro da casa dos meus pais me atingiu como um soco de nostalgia. Eu conhecia cada canto daquela sala, mas meus olhos logo pousaram na desordem acumulada.
— Oi, irmão... — eu disse, tentando manter a voz firme. — Se essa casa estiver precisando de uma faxina, eu já sei a quem recorrer.
Vitor soltou uma risada sem jeito, coçando a nuca.
— Eu sei, mana. É que eu não parei esses dias. A Rebeca, minha noiva, estava meio doente e eu fiquei uns dias com