CAPÍTULO 8
Alexander conduzia o Maybach com uma concentração feroz, os nós dos dedos brancos agarrados ao volante de couro. Lucía olhava pela janela, vendo passar uma cidade que despertava, alheia ao terramoto que acabara de abalar a sua vida.
O aroma da colónia de Alexander —uma fragrância cara e masculina que cheirava a poder— preenchia o espaço, asfixiando-a. Era um lembrete constante de que, pela primeira vez em dez anos, ele transpusera as fronteiras do seu mundo cuidadosamente construído.