CAPÍTULO 39
A tarde na Clínica Veterinária Flores transcorria com uma calma incomum, quase suspeita. Não havia emergências, os telefones estavam silenciosos e a sala de espera estava vazia, salvo por um hamster que aguardava uma consulta de rotina.
Lucía olhou para o relógio: três da tarde. Sentia-se inquieta.
— Vá embora, Lucía —disse Luis, surgindo atrás dela com dois cafés—. Você está encarando o monitor desligado há vinte e cinco minutos.
— Não quero deixar vocês sozinhos —respondeu ela, ac