Não estava acostumada ao silêncio daquela casa, ela era minha, mas era diferente, era silenciosa, assustadora. Não consegui dormir naquela noite depois que saí do hospital. Gregório não necessitava mais que eu tivesse um guarda-costa, todo perigo havia acabado, todos estavam fora de vista para sempre. Ainda sentia calafrios só de pensar o que havia acontecido em casa, não conseguia imaginar a cena de meu pai ou o que havia passado em sua cabeça, mas eu ainda pensava que devia dar-lhe o perdão.