Esther Hawthorne.
O som da porta se fechando atrás de mim foi seco demais. Definitivo demais.
Eu permaneci parada por alguns segundos, ainda de frente para a madeira escura, sentindo o peso daquele clique reverberar dentro do meu peito como se tivesse sido muito mais alto do que realmente foi. Do lado de fora, os passos dos seguranças eram constantes. Firmes. Presentes. Sempre ali. Como sombras que não se afastavam nunca.
Eu não estava sozinha. Mas também não estava livre.
Respirei fundo, fecha