Viyan
Oito horas da manhã.
Depois de uma noite longa de viagem, finalmente chegamos à casa da família. Era a nossa casa. O lugar onde sempre fomos recebidas com respeito.
Assim que o carro parou, a porta se abriu antes mesmo de tocarmos a campainha.
Rafiq estava ali.
Meu pai abriu os braços com um sorriso largo, do tipo que faz o peito aliviar só de olhar. Layla foi a primeira a ser abraçada. Ele a envolveu com cuidado, como sempre fez, como um homem que respeita e ama a mulher com quem construiu uma vida inteira.
Depois foi a minha vez.
Rafiq: Finalmente chegaram. A casa estava vazia sem vocês.
Viyan: Agora ficou completa de novo.
Ele segurou meu rosto com as duas mãos, analisando cada detalhe, como se quisesse ter certeza de que eu estava bem.
Rafiq: Está mais magra. Estudando demais.
Viyan: Ou vivendo demais.
Ele riu e nos conduziu para dentro. A casa estava exatamente como sempre: organizada, silenciosa, segura. O tipo de lugar onde ninguém precisa levantar a voz para ser ouvido.