Damon
Dirigir nunca foi problema pra mim. Normalmente, estrada longa, música baixa e um bom silêncio são quase terapêuticos. Hoje, não.
Já faz duas horas e meia que estou com as mãos no volante, os olhos na pista… e a cabeça na mansão. Na cama. No quarto. Nela.
Na minha pequena atrevida dizendo que ia ficar, que ia segurar as pontas, que ia “só trabalhar” e me esperar voltar.
Pietro fala alguma coisa no banco do passageiro. Eu ouço o som da voz, mas não as palavras.
— Você não acha… — ele com