Eu não costumo perder tempo pensando em ninguém durante o expediente. Mas aquela manhã era diferente.
Eu estava no meu escritório, no último andar do prédio da empresa. Vidro por todo lado, vista da cidade inteira, mesa organizada, duas telas acesas com relatórios, gráficos, e-mails. Eu estava com uma caneta na mão, revisando um contrato de fusão importante.
E, ainda assim, minha cabeça voltava para a mansão.
Mais especificamente, para a mesa do café. Para a forma como Angel tinha me olhado dep