*Elise*
O som da porta do meu quarto se abrindo quebrou o silêncio fúnebre que havia se instalado na minha vida. Meu pai entrou, girando a fechadura atrás de si. A postura dele não era a do homem que me acolheu durante toda a vida, mas a do Beta. Fria, mecânica e distante.
— O conselho fez um adendo ao nosso contrato — ele anunciou, parando no centro do quarto, sem coragem de me olhar nos olhos.
Sentei-me na beira da cama, cruzando os braços para conter o tremor invisível das minhas mãos.