Entro na minha sala e bato a porta com força, fazendo o vidro vibrar. O som seco ecoa como se estivesse tentando expulsar de mim o que eu estou segurando desde cedo: a humilhação, a raiva, a sensação de ter sido jogado num abismo sem nem entender como.
Deixei Isabella na sala dela e vim direto para cá, porque Eduardo me esperava.
E eu sei exatamente o que está prestes a acontecer.
Esse assunto é um dos piores pesadelos que eu já enfrentei.
Antes, quando eu saía com mulheres, isso virava notícia