RODRIGO NARRANDO:
Continuei caminhando, meus passos ecoando pelo corredor largo e silencioso. O cheiro de café fresco e torradas invadiu meus sentidos, e ao me aproximar da sala de jantar, encontrei Duda, minha irmã, sentada à mesa com o cabelo bagunçado e o rosto marcado de sono.
— Cadê a chave do meu carro, sua ladra? — perguntei, parando de frente para ela, que devorava seu café da manhã com uma fome visível.
— Está aqui, seu chato — ela disse, jogando as chaves em minha direção sem nem olha