THALIA NARRANDO:
O alarme do meu celular tocou às cinco da manhã.
Acordei aninhada ao corpo de Rodrigo, deitada na cama dele, com o rosto quase escondido contra o peito quente e firme que eu tinha usado de travesseiro durante a noite. Por um segundo, ainda sonolenta, achei que fosse sonho, um daqueles sonhos bons demais, bonitos demais, que a gente já sabe que vai doer quando acabar, mas então senti o cheiro dele.
Aquele perfume misturado ao cheiro limpo da pele, ao calor do quarto, ao lençol a