Cecília
A porta de vidro pesada da boutique se fechou atrás de nós, abafando instantaneamente o barulho dos carros da avenida. O interior da loja exalava um perfume suave, caro, daqueles que parecem flutuar apenas em lugares onde as etiquetas têm muitos zeros. Assim que nossos pés tocaram o tapete macio do saguão, uma moça baixinha, magra, de cabelos pretos e muito bem alinhados num coque, veio em nossa direção com um sorriso profissional e acolhedor.
— Gustavo! Que bom ver você — ela disse,