Nicolas Santorini
O silêncio no corredor do prédio de Olívia era quase ensurdecedor. Apenas o som abafado dos meus próprios passos ecoava enquanto me aproximava da porta dela. Respirei fundo, sentindo a fúria pulsar em minhas veias. Eu já havia tolerado demais. Dessa vez, não havia espaço para joguinhos ou mentiras.
Bati na porta com firmeza, sem paciência para esperar. Do outro lado, ouvi passos lentos, como se ela estivesse decidindo se realmente me atenderia. Quando finalmente a porta se abr