Diogo Lima
O som abafado da televisão ecoava pelo pequeno apartamento alugado em São Paulo. As paredes descascadas e o cheiro de mofo eram um lembrete constante de como as coisas tinham desandado na minha vida. Mas agora... agora tudo estava prestes a mudar.
Estava jogado no sofá puído, uma lata de cerveja gelada na mão e os pés apoiados na mesa de centro que balançava a cada movimento. Ao meu lado, Coiote roía as unhas, seus olhos fixos na tela da TV.
— Diogo, você podia arrumar um lugar melh