Ponto de vista de Janice Thompson
Enquanto Imogen Norton despejava suco sobre a minha cabeça, minha tia, Miranda Mayer, apareceu de repente. Eu a reconheci imediatamente. Ela era irmã da minha falecida mãe, Marjorie Mayer.
— Seus monstros! Não sentem nenhum remorso pelo que fizeram com a minha sobrinha? — Gritou ela, avançando em direção a Imogen.
Ela me afastou da mulher perversa que havia me acolhido anos atrás apenas para me atormentar, escravizar e humilhar.
— Janice é órfã. Ela não tem mais os pais, e vocês ainda a tratam desse jeito!
Lágrimas escorreram pelo rosto da minha tia depois do que acabara de testemunhar.
— Ora, ela tem vivido muito bem aqui. Eu a alimentei, e ela conseguiu sobreviver, então por que está gritando, sua megera?! — Retrucou Imogen.
Ela sempre fora uma mulher grosseira e desagradável.
Minha tia Miranda rebateu:
— Vivendo bem? Olhe para a minha sobrinha! Olhe para ela! Ela está usando um uniforme de empregada! Eu pensei que ela estivesse vivendo uma vida decente porque uma família rica a havia acolhido, mas estava enganada.
— Vocês a escravizaram e a atormentaram. Se eu não tivesse visto aquele vídeo que viralizou, mostrando seus filhos humilhando Janice, jamais teria descoberto que ela estava vivendo no inferno!
Comecei a chorar. Pela primeira vez, alguém estava me defendendo contra o tormento que eu havia suportado naquela casa.
Atrás de Imogen estavam seus filhos, Francis e Anastasia Fabre. Eles costumavam me atormentar e humilhar sempre que seus colegas de classe apareciam.
A verdade era que eu queria sair daquele lugar havia muito tempo. Mas eu simplesmente não podia.
Anastasia e Francis haviam gravado secretamente um vídeo meu nua no chuveiro e estavam ameaçando divulgá-lo se eu tentasse sair. Aterrorizada com a humilhação que viria depois, eu havia permanecido ali porque não via nenhuma maneira de escapar deles.
— Janice não vai com você. — Declarou Anastasia, com ousadia. — Nós sabemos que ela prefere ficar aqui a ir com você.
Nem ela nem o irmão tinham respeito por ninguém.
— E por que ela iria querer isso? Este lugar é um inferno! — Esbravejou tia Miranda.
— Ela simplesmente não vai embora. Pergunte você mesma a Janice se ela quer ir com você — Disse Francis, rindo enquanto olhava de tia Miranda para mim.
Finalmente reuni coragem.
— Tia Miranda, eles têm um vídeo meu nua no chuveiro. Eles vêm me ameaçando divulgá-lo se eu tentar sair daqui.
Agora que finalmente tinha alguém do meu lado, decidi contar tudo a ela e pôr fim àquele pesadelo.
— Seus malditos! Vou processar cada um de vocês! Então foi assim que vocês ameaçaram minha sobrinha e a impediram de ir embora! — Gritou tia Miranda, sem demonstrar um pingo de medo.
Até Imogen pareceu chocada com o que seus filhos haviam feito. Ela sabia que eles tinham passado dos limites e se virou bruscamente para eles.
— Isso é verdade? — Exigiu.
Nenhum dos dois moveu um músculo. Pela primeira vez, vi a cor desaparecer de seus rostos. Provavelmente não conseguiam acreditar que eu havia revelado o plano deles.
— Imogen, eles vão apagar aquele vídeo ou vou ver você no tribunal? — Exigiu tia Miranda.
Imogen sabia que perderiam caso o assunto chegasse aos tribunais, então decidiu mandar apagar o vídeo. Para minha surpresa, ela chegou a destruir os celulares dos dois filhos naquele mesmo dia.
Finalmente, eu estava livre daqueles monstros.
Parti com tia Miranda e viajei com ela até Monte Campbell Town. Ela me disse que iria me acolher e que, daquele momento em diante, eu viveria com a família dela.
Nós duas começamos a chorar dentro do táxi. Ela se sentia péssima por tudo o que eu havia sofrido, principalmente depois de me ver vestida com um uniforme de empregada.
...
A viagem levou quase duas horas. Quando finalmente chegamos a Monte Campbell Town, o táxi nos levou até a Virginia Street, onde ficava a casa de dois andares de tia Miranda.
— Bom, Janice. Entre e fique à vontade. Preciso fazer uma rápida viagem até a cidade vizinha para uma reunião importante, mas ainda consigo chegar a tempo. — Disse ela antes de partir.
Assenti e entrei.
O exterior da casa parecia antiquado, mas o interior era bonito e espaçoso. Havia uma sala de estar, uma área de jantar, uma cozinha e um jardim onde vegetais cresciam em fileiras organizadas.
No andar de cima, encontrei um terraço e dois quartos. Entrei no primeiro porque a porta já estava aberta. Tudo lá dentro estava limpo e organizado. Tia Miranda devia tê-lo preparado com antecedência, pois sabia que me levaria para casa com ela.
Deixei minhas coisas no quarto e então decidi dar uma espiada no outro. Porém, antes que pudesse entrar, ouvi um homem gemendo lá dentro.
A porta estava entreaberta, o que tornava cada som fácil de ouvir.
— Ahhh... Isso é tããão bom...
— Ohhh... Merda!
— Ugh... Ughhh... Ohhh...
Minhas mãos tremeram quando espreitei pela abertura e vi um homem nu lá dentro. Seu corpo estava coberto de suor, seus olhos estavam fechados e sua boca estava aberta.
O que mais me chocou foi o que ele estava fazendo. Ele acariciava vigorosamente o próprio membro. Mesmo de onde eu estava, conseguia ver claramente a ponta avermelhada de seu pênis.
Eu nunca havia visto um pessoalmente antes e não conseguia acreditar que o primeiro que eu via fosse tão grande. Ele se estendia para além do umbigo e parecia ter quase o comprimento de uma berinjela. Até mesmo duas mãos mal pareciam suficientes para envolver seu comprimento.
Ele só podia ser Roman Pratt, o homem que tia Miranda havia mencionado. Era o noivo da minha tia.
Aquilo era loucura. Eu mal havia chegado, e aquela era a primeira coisa com que me deparava. Não conseguia acreditar que havia encontrado o noivo de tia Miranda daquele jeito.
Seus gemidos ficaram subitamente mais altos.
— Aaaahh! Aaaaahhhh!!! Merda, eu vou gozaaaaar!!!
Fiquei boquiaberta quando o sêmen jorrou da ponta de seu pênis como uma fonte. Havia tanto que respingou pelo abdômen e pelo peito de Roman, e parte caiu sobre o lençol.
Eu não podia negar que o noivo de tia Miranda era atraente. Roman tinha um físico impressionante, e seu pênis era... incrivelmente enorme.
O que eu não conseguia entender era por que eu havia gostado de observá-lo.
Essa constatação me fez voltar a mim. Com medo de que ele pudesse me pegar, desci rapidamente as escadas. Decidi esperar lá embaixo e me apresentar devidamente assim que ele saísse.
Quando cheguei ao andar térreo, eu já estava começando a suar. Não conseguia tirar da cabeça a imagem dele chegando ao clímax.
Era como se eu já tivesse cometido um pecado no meu primeiro dia ali.
— Tia Miranda, me desculpe. Mas eu vi praticamente tudo o que Roman pretendia manter privado. — Murmurei.