VIVIAN
O telefone tocou às sete e vinte da manhã.
Eu já sabia quem era antes mesmo de olhar a tela, mas olhei e lá estava o nome que eu ainda não tinha tido coragem de apagar. Não porque eu ainda quisesse, mas porque apagar significava aceitar que tinha acabado de verdade.
Deixei tocar.
Buddy circulava meus pés, impaciente, a guia já entre os dentes como se estivesse me lembrando que o mundo não parava porque meu coração ainda estava remendando pedaços.
O telefone parou.
Silêncio.
Voltou a toca