Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas a dor que Lis sentia não era física, era sentimental, a pior de todas.
Fazia alguns dias que Lis estava em casa, mas era como se só o corpo dela estivesse ali. Sua mente, seu coração, sua alma, estavam dilacerados. As coisas pioraram mais quando Lis descobriu que nem o rostinho d