(Narrado por Clara)
Fiquei alguns segundos debaixo do guarda-chuva, ainda agachada, ainda tentando recuperar o controle de algo que já havia escapado das minhas mãos.
— Consegue se levantar? — perguntou ele, finalmente, com um tom tranquilo.
Assenti devagar e me apoiei nas minhas próprias mãos para ficar de pé, embora sentisse as pernas mais fracas do que gostaria de admitir. Ele não me segurou, não invadiu o meu espaço; apenas se manteve ali, perto o suficiente para ajudar se eu precisasse