Acordei devagar, meus olhos ainda pesados do sono. Estiquei a mão para o lado, mas não senti o calor de Bernardo ao meu lado. Resmunguei de leve. Isso estava se tornando uma constante, e eu não gostava nem um pouco. Mas, quando me virei para o outro lado da cama, um pequeno bilhete me esperava no travesseiro. Sorri, já adivinhando o que vinha pela frente.
O bilhete, dobrado com cuidado, tinha a caligrafia de Bernardo, sempre um pouco inclinada para o lado, quase elegante demais para combinar co