Lorenzo Narrando...
Acabei decidindo que hoje dormiria na casa do meu pai. Havia muitos anos que eu não dormia naquela casa.
A mansão do meu pai carregava um peso que nenhuma outra possuía: memória. História. Ausência. O motorista estacionou diante do portão pouco depois das vinte e duas horas. A iluminação suave do jardim revelava árvores que haviam crescido junto comigo, testemunhas silenciosas da minha infância, da minha adolescência, e de um tempo em que tudo ainda parecia inteiro. Desci do