Capítulo 106 — Uma visita na penitenciária...
Heitor Narrando…
Nunca pensei que veria o nome da empresa que construí com as próprias mãos estampado nas manchetes daquele jeito.
V-Tech Global.
Explosões.
Drones.
Risco à vida humana.
As palavras dançavam na tela do tablet como se não pertencessem à mesma história que eu vivi por décadas. Como se não fossem fruto das madrugadas sem dormir, das decisões tomadas com o coração pesado, das concessões que fiz para manter aquela estrutura de pé quando tudo parecia ruir.
Sacramento.
A capital virou sinônimo de falha, de caos, de ameaça. E isso me atingiu mais fundo do que eu deixei transparecer diante de todos. Porque empresa não é só número. Não é só patrimônio. É extensão de quem a cria. É quase um filho — e talvez por isso eu tenha confiado tanto no outro filho que tive.
Lorenzo.
Eu o observei — mesmo que de longe. Cada palavra dita com precisão. Cada silêncio calculado. Ele não tremia. Não vacilava. Não se escondia. Era exatamente o CEO que eu formei para ser… e, ai